8M É DIA DE LUTA


8 de março é dia de luta. A data rememora os diversos momentos históricos em que as mulheres se mobilizaram para reivindicar igualdade, respeito e direitos. É um marco para que não esqueçamos o caminho percorrido e o que ainda nos falta percorrer em direção a uma sociedade mais igualitária. Nenhuma de nossas conquistas, que estão em constante ameaça, nos foi concedida espontaneamente. A autonomia de nossos corpos, o direito à escolaridade, o direito de ir e vir, o direito ao voto, à terra, à propriedade, ao trabalho digno e remunerado, à cidadania, entre outros, estão em disputa, são frutos de conflitos e da luta política das gerações de mulheres que nos antecederam. 

“Por que usar a palavra feminista? Por que não dizer que você acredita nos direitos humanos ou algo parecido? Porque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, parte dos direitos humanos de uma forma geral – mas escolher uma expressão vaga como direitos humanos é negar a especificidade e particularidade do problema de gênero. Seria uma maneira de fingir que as mulheres não foram excluídas ao longo dos séculos. (…) Por séculos, os seres humanos eram divididos em dois grupos, um dos quais excluía e oprimia o outro. É no mínimo justo que a solução para esse problema esteja no reconhecimento desse fato” (Chimamanda Ngozi Adichie em Sejamos todos feministas). 

O Feminismo é plural e interseccional. A definição de mulher não é biológica e não é universal, ou seja, não pode ser pensada no singular. “Narrativas múltiplas foram constantemente silenciadas ao longo da história do feminismo ao se impor uma única forma de pensar gênero e até mesmo raça. Por isso, nossa narrativa nasce desse recorte político no qual não somos todas iguais, pois esse debate privilegia a mulher branca como única sujeita realmente contemplada em diversas frentes, discussões e debates. Precisamos enfatizar que não existe uma MULHER, existem MULHERES. Portanto, não existe FEMINISMO, existem FEMINISMOS. Caso isso não fiquei explícito, nós, negras, e todas as outras mulheres socialmente marcadas por opressões (indígenas, asiáticas, deficientes, trans) seremos engolidas e colocadas como coadjuvantes em uma luta que sempre pretendeu, pelo menos em seus discursos, emancipar todas as mulheres”. (Stephanie Ribeiro em A Explosão Feminista)

O feminismo como movimento plural, interseccional, existe, resiste e é profundamente necessário, sobretudo, em um país onde 1.314 mulheres foram mortas, somente em 2019, pelo fato de serem mulheres. Em média, ocorreu 1 feminicídio a cada 7 horas. 8 de março é sobre história, memória e ação política de mulheres em busca de um mundo que nos considere, de fato e de direito, pessoas.

Para saber mais sobre o 8 de março:

As Origens e a Comemoração do Dia Internacional das Mulheres por Ana Isabel González Álvarez. São Paulo: Expressão Popular : SOF –  Sempreviva Organização Feminina, 2010. 

Para acompanhar os debates feministas no Brasil:

SOS Corpo, Instituto feminista para a Democracia @soscorpo.feminista

Portal Geledés, projeto do Geledés Instituto da Mulher Negra @portalgeledes

Anis Instituto de Bioética, organização feminista que luta para promover a cidadania, a igualdade e os direitos humanos para mulheres e outras minorias @anisbioetica

ONU Mulheres Brasil, perfil da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres

Agora é que são elas, tudo sobre mulheres no poder @agoraequesaoelas_

Think Olga, comunicação de impacto para catalisar mudanças na vida das mulheres @think_olga


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